FURY FEST 2005

Localizado em Le Mans, cidade francesa conhecida pela sua famosa prova de automobilismo, o Fury Fest apresenta-se como um dos principais festivais de música europeus. 2005 marcou a sua quarta realização e sucede à edição que o consagrou e popularizou, fazendo com que aumentasse a sua dimensão e a sua qualidade.

Pode-se considerar que o Fury Fest tenta abarcar o melhor do Punk, do Hardcore e do Metal num só fim de semana e num só espaço e a sua última edição deixou bem clara essa pretensão levando ao solo da pacata cidade de Le Mans mais de noventa bandas divididas por três palcos. De 24 a 26 de Junho milhares de pessoas puderam a assistir a mais de 40 horas de música ao vivo e a actuações históricas por parte das maiores bandas dentro de cada cena. Utilizando os vários pavilhões do Parque de Exposições de Le Mans, este festival consegue proporcionar um ambiente de concerto fechado, evitando que o som se disperse ou que o clima adverso interfira com a actuação das bandas.

Para além de concertos constantes desde as onze da manhã até à uma da manhã, era possível fazer compras num pavilhão transformado numa enorme feira de merchandise, fazer piercings e tatuagens, conviver com os vários artistas que passeavam pelo festival ou que vendiam o seu material, andar de skate e bicicleta num half-pipe, comer e beber em várias bancas ou simplesmente relaxar e descansar nos vários metros quadrados disponíveis.

Não faltaram alguns dos elementos característicos da gastronomia francesa, como as famosas baguettes adornadas de várias formas. A “American Steak” foi a que mais popularidade gerou e consistia em três pequenas hamburgers e bastantes batatas fritas enfiadas nos compridos pães franceses, variedade maionese e ketchup à esoclha. Havia ainda paella, sandes gigantes de presunto e outras coisas meio estranhas que não ousámos descobrir. Os preços da comida oscilavam entre os 3 e os 4 euros e as bebidas eram a 2 euros. Apesar de ser um sistema de senhas, o que implicava ir para as bichas das cabines antes de ir para as das bancas de comida, o facto de haver vários pontos de fornecimento de senhas espalhados por todo o festival fez com que o processo não fosse demasiado moroso.

O terreno reservado ao campismo foi um terror para as estacas das tendas. Deve existir um calhau colossal que abunda em toda a zona de Le Mans por debaixo dos quatro dedos de terra disponíveis e aconselha-se levar um martelo pneumático na mochila da próxima viagem. Este ano foram disponibilizados chuveiros e foram bastante concorridos drurante todo o festival, afinal, 12 cabines para milhares de pessoas é uma equação de difícil gestão. De destacar, porém, as casas de banho provisórias que até sabonete tinham e conseguiam ter melhores condições que algumas das estações de serviço visitadas durante a viagem.

Como era impossível cobrir todas as bandas e todas as actuações dos três dias de festival o método escolhido foi ver na íntegra as que mais nos apelavam e marcar presença, assistindo a uma ou duas músicas, naquelas que pela sua fama ou relevância assim o exigiam. Para além disto, há que conjugar pequenas casualidades como descansar, comer, visitar a feira de merchandise (com muitas raridades e preços apelativos) ou falar com os músicos.

Tendas montadas, pulseira fechada e o corpo revistado com bastante cordialidade, que comece o festival.

Gonçalo Sítima

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~ por hiddentrack.net em 24, Julho, 2005.

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