Depeche Mode – Os concertos

Dada a imensidão de tournées realizadas pela banda, limito-me apenas aos que foram editados em VHS ou em DVD. Assim sendo, estão em causa The World We Live in and Live in Hamburg, 101, Devotional e One Night in Paris, encontrando-se temporalmente dispersos e dando por isso uma imagem clara da evolução da banda.

The World We Live in and Life in Hamburg

Realizado em 1985, aquando da “Some Great Reward Tour”, encontra os Depeche Mode num período em que ainda eram uma banda pouco experiente, ainda à procura da sua identidade musical. Torna-se particularmente estranho para os fãs assistir a este concerto, porque é muito difícil imaginar que as melhores músicas ainda não tinham sido feitas nesta altura. Não há grandes momentos no concerto, mas é muito interessante ver a cara de Wilder quando está a tocar «Just Can’t Get Enough»! Se havia alguma dúvida sobre o que ele pensava a respeito de Vince Clarke, naquele momento tudo fica claro…

101

Concerto de culto dos Depeche Mode, ocorreu durante a tournée de Music for the Masses, em 1988. A banda que se apresenta aqui já sabe quem é e para onde quer ir, não estando ainda no seu auge, mas caminhando a passos largos para ele. Esta tournée assegurou aos Depeche Mode o sucesso nos EUA, realizando-se complementarmente um filme que acompanha o dia-a-dia de um grupo de fãs que se prepara para ir ao concerto. Os momentos altos são sem a menor dúvida «Behind the Wheel», «Stripped», «Everything Counts» e «Never Let Me Down Again».

Devotional

A mais longa e mais rentável tournée dos Depeche Mode foi eternizada por Anton Corbijn em 1993, tendo até sido nomeado para um Emmy nesse ano. O concerto apanha a banda no auge do sucesso quando as suas músicas mais emblemáticas já tinham sido feitas, e por isso é esticado até aos limites, repetindo-se a dose em 1994 com a “Exotic Tour”, desta vez visitando outros lugares que não a Europa e os EUA. Mais do que um concerto, Devotional é uma experiência visual, estando de tal modo repleto de bons momentos que é mais fácil identificar os menos bons. O pior momento é «Everything Counts» por não se enquadrar na linha musical do resto do concerto, não conseguindo repetir o efeito que tinha tido em 101.



Integrado na “Exciter Tour”, é o único destes concertos que já não conta com a participação de Alan Wilder. Introduz uma maneira diferente de actuar ao vivo, recorrendo a muitas mais colaborações exteriores. Destacam-se as fantásticas backvocals e o tratamento visual. Os momentos altos são «Waiting for the Night», «Enjoy the Silence», «Freelove» e «Never Let Me Down Again», marcando pela ausência «Stripped», sem que ninguém perceba muito bem porquê!

João Oliveira

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~ por hiddentrack.net em 26, Outubro, 2005.

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