Depeche Mode – Os videoclips

Tal como nos b-sides e nos remixes, também nos videoclips há um pouco de tudo, desde os progressistas, aos essencialmente baseados em performances ao vivo e aos que pretendem contar uma história.
Os mais progressistas, ao contrário do que seria de pensar, são os mais antigos, na maioria feitos por estudantes de cinema que queriam tentar coisas novas. Diga-se de passagem que os resultados não foram muito animadores e os Depeche Mode no futuro teriam o máximo cuidado na escolha de produtores para os videoclips.
Em relação aos que pretendem contar histórias, há desde o rei que viaja pelo mundo para apreciar paisagens silenciosas, ao bando de cowboys que vai a um bordel, aos namorados que rompem e à banda decadente que actua em pequenos bares.
Tendo em conta a sua qualidade podem ser agrupados em:

Muito Bons

Inclui «Shake the Disease», «Stripped», «Strangelove», «Never Let Me Down Again», «Behind the Wheel», «Little 15», «Pimpf», «Enjoy the Silence», «Policy of Truth», «Halo», «Clean», «I Feel You», «Walking in My Shoes», «Condemnation», «One Caress», «Barrel of a Gun», «It’s no Good», «Home», «Useless», «Only When I Lose Myself», «Freelove» e «Precious».

Salienta-se a presença de todos os vídeos de Music for the Masses neste grupo, sendo uma fase fundamental para a construção da identidade visual do grupo, na qual Anton Corbijn teve um papel determinante.

O vídeo mais controverso da banda é claramente «Walking in My Shoes», contando com a participação de indivíduos considerados estranhos. Vejam e compreenderão…

Bons

Nesta categoria encontram-se «Everything Counts», «People Are People», «Somebody», «It’s Called a Heart», «A Question of Lust», «A Question of Time», «But Not Tonight», «Personal Jesus», «World in My Eyes», «In Your Room», «Dream on», «I Feel Loved» e «Enjoy the Silence 04».

«Personal Jesus» é particularmente interessante pois Fletcher revelou que não clarificaram totalmente a companhia discográfica em relação à temática do álbum, pois se eles soubessem que se tratava de uma visita a um bordel, certamente não deixariam que o vídeo fosse realizado. Mas tudo parece ter corrido bem, felizmente, pois o vídeo valoriza a música, dando-lhe um toque de humor e ironia.

Razoáveis

Pertencem a este grupo apenas «Just Can’t Get Enough», «Love, In Itself», «Master and Servant», «Blasphemous Rumours» e «Goodnight Lovers».

São todos anteriores a 1985, à excepção de «Goodnight Lovers», 4º single de Exciter, que surge com um vídeo pouco imaginativo, que não consegue tornar a música mais apelativa. Resultado: contam-se pelos dedos das mãos as vezes que passou na televisão.

Maus

Todos os fãs, e os próprios Depeche Mode, concordarão que «See You», «The Meaning of Love», «Leave in Silence» e «Get the Balance Right!» têm maus videoclips.

Todos eles retirados de A Broken Frame, exceptuando «Get the Balance Right!» que foi realizado como single independente, não tiverem sequer a honra de ser integrados na colectânea dos vídeos da banda entre 81 e 85.

João Oliveira

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~ por hiddentrack.net em 26, Outubro, 2005.

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