The Vicious Five – Up On The Walls

theviciousfive-uponthewallsEste ano foi editado o disco de estreia dos Vicious Five, uma das bandas que mais tem sido motivo de burburinho tanto pela pujança das suas actuações, como pela sua música, que é uma autêntica lufada de ar fresco para a música nacional.

Em 2003 os Vicious Five estrearam-se com o EP The Electric Chants of the Disenchanted, composto por oito canções que correm quase à velocidade da luz os seus treze minutos de duração.

Dois anos depois chega o primeiro álbum da banda às lojas, de título Up on the Walls, onde o quinteto lisboeta faz um incentivo à revolução festiva, dançante e política. As sonoridades hardcore já não estão tão presentes aqui como estavam no EP mas isso não os impede de manterem a mesma energia explosiva de sempre.

A berraria e os falsetes do vocalista Joaquim Albergaria incendeiam as músicas do colectivo, juntando-se-lhes a dupla de guitarras formada por Bruno Cardoso e Edgar Leito, dupla que nestes trinta e quatro minutos de música se espanca até escorrer sangue pelas guitarras abaixo e ainda dança por cima da pilhagem que originou a revolução a que se propuseram.

O disco abre com “Your Mouth is a Guillotine”, um tema que corre desvairado em círculos, com um refrão tão aliciante como “bring it on, bring it on”. “Suicide Book” é rock’n’roll puro nas guitarras, no baixo, na bateria, no órgão que se ouve muito subtilmente; neste tema só se respira rock’n’roll na sua melhor forma. Em “Bad Mirror” Joaquim Albergaria proclama “we got enough self esteem to have no self esteem”, tema onde as guitarras deambulam entre um groove muito catchy e uma fúria que se adapta às palavras do vocalista. “About Teennihillism” começa com umas palminhas muito cativantes e termina embrenhada no suor que nos escorre pelo corpo, frenético e insano na audição de canções assim.

Up on the Walls injecta-nos energia que nos contamina em segundos.

O primeiro disco dos lisboetas Vicious Five é um hino das mentes jovens revoltadas com a sociedade actual, um hino que quer mudar o mundo com a festa. Por isso vamos todos abanar as ancas e juntarmo-nos à revolução dos Vicious Five.

Era de mais discos assim que a música nacional precisava para este ano.

8/10 | João Moço

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~ por hiddentrack.net em 11, Dezembro, 2005.

 
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