Placebo

Um encontro fortuito numa estação do metropolitano londrino entre dois ex-colegas de uma escola no Luxemburgo. Uma premissa invulgar para o desenrolar de uma banda que havia de partilhar o palco com nomes como os U2 ou David Bowie e que por um triz não esgotou a Wembley Arena.

O percurso dos Placebo começa em 1994, quando Brian Molko encontrou por acaso Stefan Olsdal na estação de South Kensington. O facto de Stefan Olsdal trazer consigo uma guitarra chamou a atenção de Molko, na altura a estudar representação em Londres, enquanto compunha e dava alguns concertos com o baterista Steve Hewitt. Foi no decurso de um convite para um desses concertos que Olsdal e Molko decidem começar a tocar juntos. Inicialmente, a banda surgiu com o nome de Ashtray Heart, tendo como vocalista e guitarrista Molko, Stefan Olsdal no baixo e Steve Hewitt na bateria.

Quando a banda começou a gravação das primeiras demos, surgiu a mudança de nome para Placebo e com ela os primeiros contratempos. O baterista Steve Hewitt tocava com uma outra banda, os Breed, e decide deixar os Placebo. Pela mão de Olsdal, Robert Schultzberg ocupa o lugar de Hewitt.

Em 1995 a banda faz a sua estreia ao vivo no actual Covent Garden (na altura Rock Garden) em Londres, causando um impacto positivo na assistência. Nesse mesmo ano, os Placebo lançam o seu primeiro single – “Bruise Pristine”. A este lançamento, seguiram-se mais concertos, como suporte dos Ash, Whale e Bush. Depois da edição de mais um single (desta feita “Come Home”), os Placebo assinam pela Hut Recordings. Nesta fase, e depois de ouvir algumas demos da banda, David Bowie convida os Placebo como banda de suporte para a sua digressão na Europa. Na Primavera, o trio londrino grava o seu primeiro álbum em Dublin e Placebo é editado no Verão. Uma nova série de concertos é agendada, desta vez levando os Placebo até aos E.U.A., França e Alemanha.

Entretanto, a tensão crescente entre Briano Molko e Robert Schultzberg conduz à saída do baterista, e é então que se dá o regresso de Steve Hewitt. Foi já com Hewitt de novo na banda que os Placebo deram um concerto especial em Nova Iorque, durante o 50º aniversário de David Bowie. Seguiu-se uma digressão com os U2 e uma participação no filme “Velvet Goldmine”, bem como uma contribuição para a banda sonora do filme com “Twentieth Century Boy”, uma cover dos T-Rex.

A banda regressa ao estúdio em 1998 para gravar o seu segundo álbum – Without You I’m Nothing -, que é editado em Outubro desse ano. David Bowie havia de colaborar mais uma vez com a banda, quer numa actuação ao vivo durante os Brit Awards quer na re-gravação do tema “Without You I’m Nothing” que viu uma edição limitada em Agosto de 1999. Destacando-se do segundo álbum, a faixa “Every You Every Me” foi incluída na banda sonora do filme “Cruel Intentions”.

O terceiro álbum dos Placebo seria editado em 2001. Black Market Music, influenciado q.b. pelo rock da década de 70, traz um registo algo diferente do antecessor, mais enérgico, mas ainda assim intimista, em músicas como “Blue American” ou “Narcoleptic”.

O crescente reconhecimento e sucesso da banda fez também com que as atenções sobre os Placebo se virassem para o estilo de vida excessivo do trio e a orientação sexual dos membros. A própria música dos Placebo espelha estas explorações, como o caso de “Special K”, uma referência à substância alucinogénia com essa designação.

Depois de conquistarem uma larga base de fãs, especialmente com o segundo álbum, os Placebo editaram Sleeping With Ghosts em 2003, explorando uma vertente um pouco mais “dançável” aliada ao seu estilo habitual, casos do primeiro single “The Bitter End” e “English Summer Rain”.

O Outono de 2004 trouxe a edição de uma compilação dos singles da banda – Once More With Feeling – Singles 1996-2004 – que inclui as versões de “Without You I’m Nothing” com David Bowie, dois temas inéditos, “I do” e “Twenty Years”, e a versão em francês de “Protect Me From What I Want” (“Protège Moi”), do álbum Sleeping With Ghosts. Seguiu-se a esta edição um concerto na Wembley Arena, que contou com a participação do vocalista dos The Cure, Robert Smith, nos temas “Without You I’m Nothing” e na cover que os Placebo fizeram para “Boys Don’t Cry”. Em Julho de 2005, o trio participou no evento organizado por Bob Geldof – Live 8 – tendo actuado no Pallais de Versailles em Paris.

No mês de Janeiro, os Placebo mostram o primeiro tema do álbum Meds, o quinto trabalho de originais dos britânicos. “Because I Want You” tem uma energia semelhante ao primeiro avanço do antecessor Sleeping With Ghosts (“The Bitter End”). O novo registo dos Placebo foi descrito como uma espécie de Without You I’m Nothing “meets” Sleeping With Ghosts.

Os Placebo destacam-se no panorama britânico muito por culpa da postura irreverente e quase misógina do vocalista Brian Molko. Imagem à parte, também o registo vocal nasalado de Molko confere à música do trio de Londres uma peculiaridade que lhes deu uma posição de destaque que mantêm sobretudo desde a edição do segundo álbum, altura em que conquistaram atenções pela Europa e no continente americano. Com um percurso de 12 anos, os Placebo há muito que passaram a fase de mero fenómeno musical.

Depois de passagens em Portugal pelos Festivais do Sudoeste e Paredes de Coura, bem como pelos Coliseus de Lisboa e Porto, os Placebo vão marcar presença na edição de 2006 do Festival Super Bock Super Rock, com actuação marcada para dia 25 de Maio.

Susana Jaulino

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~ por hiddentrack.net em 11, Março, 2006.

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