Zero 7 – The Garden

Os Zero 7 são daqueles colectivos que se podiam ter deixado ficar pelo primeiro registo – Simple Things. Este é um disco com bonitas canções pop, rodeadas de electrónicas melancólicas, uma folk outonal, travos de soul discreta e vozes serenas, tal como toda a música que as rodeia. À primeira resultou bem. Depois da edição de Simple Things, a dupla formada por Henry Binns e Sam Hardaker atinge grande sucesso e decide que para o disco seguinte, When It Falls, deveriam repetir a fórmula. Foi o que fizeram e pecaram por isso. Agora, cinco anos depois de se terem aventurado no lançamento de discos, a evolução é praticamente nula.

The Garden volta a mostrar-nos tudo o que já conhecíamos desta banda, só que, como já acontecia no anterior registo, a maior parte das canções não despertam a atenção, são um aglomerado da simplicidade electrónica já há muito conhecida, acompanhada esta das orquestrações limpinhas e muito suaves, indo as vocalizações de encontro com toda esta serenidade.

O pior é que tudo isto, vezes e vezes repetidas, ouvido faixa atrás de faixa, torna-se extremamente monótono, por pouco não adormeci de todas as vezes que tentava ouvir o disco com atenção e nem estava com sono, The Garden é que já traz consigo uma sonolência tal, que contagia o ouvinte e, assim, quase que o obriga a nem ouvir o disco.

Ao terceiro disco, a dupla britânica limitou o número de vocalistas a cantar no disco, e contou apenas com as vozes de Sia e do agora muito falado sueco José Gonzalez.

Ao longo de doze faixas os Zero 7 não conseguiram dar a nenhuma canção uma vida, uma luz que iluminasse o ouvinte, são doze faixas onde todos os elementos que as compõe estivessem a um minuto de adormecerem, envoltos na sua própria apatia.

É triste dizer isto, mas The Garden dos Zero 7 é um dos candidatos a seca do ano.

4/10 | João Moço

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~ por hiddentrack.net em 27, Junho, 2006.

 
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