Matt Elliott ao vivo na MusicBox

De volta ao nosso país, Matt Elliott apresentou no Musicbox em Lisboa as suas Failing Songs perante uma audiência muito bem composta e conhecedora da sua obra.

:: 25 de Março de 2007

 
Sendo já uma presença regular em Portugal, Matt Elliott desta vez decidiu apresentar o seu terceiro disco de originais sozinho, uma vez que, ao contrário do que já tinha acontecido em ocasiões anteriores, desta vez o músico Manyfingers (de nome verdadeiro Chris Cole) apenas fez a primeira parte, não acompanhado Matt Elliott no seu espectáculo.

Foi num registo mais calmo e intimista que o público presente no Musicbox pode ouvir Matt Elliott. A presença dos Balcãs que é uma das características da música deste inglês não esteve tão presente ao vivo devido ao registo mais despido, o que não invalidou de este mostrar continua a ter um talento enorme em construir canções que nos assombram como fantasmas à noite, mas ao mesmo tempo nos fascinam.

O músico foi-se desdobrando entre duas guitarras, uma flauta e uma escaleta, sendo que à medida que ia tocando cada instrumento ia gravando pedaços de sons de cada um, colocava-os em loop, misturava tudo, fazendo o mesmo com a própria voz, chegando também a manipular todos estes sons, fundindo tudo isto de forma a mostrar-nos ainda com mais acutilância as suas canções doridas pela desesperança no estado do mundo em que vivemos.

Apesar da timidez e do cansaço do concerto no dia anterior no Porto, Matt Elliott respondeu aos pedidos dos seus fãs, ora quando lhe pediram para tocar “The Sinking Ship Song” do primeiro álbum, The Mess We Made, ora quando lhe foi pedido o seu melhor tema, “The Kursk”, da genial obra Drinking Songs.

O cansaço quase que o abateu quando após este tema começou a tocar outra canção que teve que ficar pela metade devido a um erro do músico. No entanto, Matt Elliott passou para outra e fez do concerto no passado domingo um momento comovente, de pura entrega, onde as suas canções magoadas ganharam novas asas, adquirindo um novo encanto.

Manyfingers esteve na primeira parte a apresentar Our Worn Shadow, mostrando-se eléctrico, pois saltitava de instrumento para instrumento a cada minuto, não precisando de mais ninguém para o acompanhar, pois seguiu o mesmo procedimento de Matt Elliott de corta/cola/grava/manipula. Da bateria saltava para a guitarra e daqui dirigia-se para o sintetizador, para um mini-acordeão ou para algo aparentado de um dulcimer e manipulando-os a todos presenteava o público com uma música que tudo queria experimentar. Este é um músico a seguir, sem dúvidas.

Texto e foto: João Moço

Anúncios

~ por hiddentrack.net em 25, Março, 2007.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: