Silverchair – Young Modern

Depois de tanto tempo sem lançarem nenhum trabalho, os Silverchair lançam Young Modern, o sucessor de Diorama (2001). Com tanta expectativa à sua volta, e depois de se julgar que a banda teria terminado, Young Modern é mais que esperado, é ansiado fervorosamente.

O single escolhido para apresentação do álbum foi a faixa número 2, “Straight Lines”. É melódica e tem o seu quê de contagiante e pode dizer-se que está umbilicalmente ligada à harmonia da grande maioria das faixas de Diorama. A terceira faixa, “If You Keep Losing Sleep”, já não é nova para quem conhece as setlists dos concertos dos australianos e até já foi tocada na banda The Dissociatives de que Daniel Jonhs fez parte durante algum tempo. Apesar de já não ser uma novidade, a verdade é que é uma das melhores neste tão esperado álbum.

As restantes faixas circundam o mediano e quase que se transformam em pequenas sinopses revivalistas dos álbuns anteriores. As letras continuam a ser bem ao estilo dos Chair. Simples, mas ao mesmo tempo complexas. E parecem entregar aos ouvintes as mensagens na sua essência.

Young Modern parece estar dividido em duas partes. Na primeira parte, e onde se encontram as melhores faixas, o caminho é da volta às boas composições de Diorama. Contudo, na segunda parte as faixas parecem ser produto de uma maior aventura na exploração de novos sons e é, essencialmente, aqui que se assiste a uma maior miscelânea de sonoridades.

Apesar de ter alguns pontos bastante positivos, as expectativas que cresceram à volta deste trabalho foram demasiado altas para quem esperava que houvesse um fio invisível que ligasse todo o álbum. Não acontece, tal como nunca aconteceu exactamente em nenhum dos anteriores álbuns. Ainda assim, é um bom trabalho.

7/10 | Maria Rocha

Anúncios

~ por hiddentrack.net em 29, Abril, 2007.

 
%d bloggers like this: