Civic + Aside ao vivo no Hellmeirim Rock

Numa noite em que as sonoridades mais distintas se cruzavam, o rock veio a emergir como o-todo-poderoso no Parque de Almeirim que, pela primeira vez, é palco durante uma semana para bandas portuguesas como The Ladder, MOSH, W.A.K.O., Men Eater… Ao quarto dia do Hellmeirim Rock foi a vez dos Civic e dos Aside fazerem do palco a sua segunda casa por um par de horas.

:: 28 de Agosto de 2007

Situada no Parque de Almeirim, a tenda alternativa alberga durante uma semana de um vasto número de bandas nacionais. Ao quarto dia do Hellmeirim Rock foi a vez dos Civic e dos Aside subirem ao palco. Poucos minutos antes do concerto começar, já haviam vultos de t-shirts negras e de cabelos compridos como que a guardarem lugar para o que viria a ser uma noite de verdadeiro rock.

A música começou a fazer-se ouvir às 23h45 com os primeiros acordes dos Civic, fazendo aproximarem-se bastantes curiosos que encheram a tenda alternativa do Parque de Almeirim. Poderosa é a palavra para descrever a performance destes rapazes que tiveram como berço o palco do Rock in Rio de 2004. Desde que pisaram o mesmo palco de bandas como Metallica e Sepultura têm-se conseguido manter no meio à custa de muita perseverança e de árduo trabalho.

É visível – audível, aliás – o acentuado trilho de evolução que vai desde os arranjos das músicas consideravelmente melhorados até a uma mais marcante e feroz presença em palco. Para além de faixas do seu primeiro álbum Ghosts and Shadows (2005), a banda intercalou os seus já rodados hits como “Mindscrabble” e “Unclear” com músicas do seu novo trabalho, intitulado de The Awakening, que estará à venda em breve.

Feitas as despedidas, depois dos Civic o palco pertenceu aos Aside que agarraram o testemunho mantendo o estado de ebulição que se fazia sentir. A esta altura o recinto estava menos composto. Em parte, devido ao avanço das horas, mas a atitude desta banda de punk rock foi como se estivesse perante uma plateia imensa. Há que lhes dar o crédito por isso.

Há palavras que ressaltam enquanto se assiste a uma experiência destas: atitude e dedicação. Enquanto o suor escorria por entre os braços e rostos ferozes dos músicos, não houve ponta de desmotivação e de aparente cansaço. Do alinhamento constaram músicas do seu último trabalho We Are Frequency (2007) como “Stationary Firework” e “Silence in Delay”, que já fazem parte das faixas mais tocadas em tour e percebe-se porquê. Donos de um rock acelerado e virgem de silêncios, celebram cada concerto  como se fosse o último.

A surpresa estava guardada para o final. Inesperadamente, começam-se a ouvir acordes conhecidos para os que já mergulham por entre os oceanos do rock. A noite terminou, assim, em pleno êxtase com uma cover de Motörhead, “Ace of Spades”, devidamente acompanhada de devil horns pelos resistentes ao avanço das horas.

Exceptuando o som, que sofreu pontuais problemas técnicos, ambas as actuações foram irrepreensíveis.

 

texto e fotos: Maria Rocha

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~ por hiddentrack.net em 29, Agosto, 2007.

 
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